
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Uma boa pedida de filme

terça-feira, 9 de novembro de 2010
Reflexão
A Vida, que na sua essência é consciência, é eterna e não tem oposto.
Não existe morte, apenas a metamorfose de formas de Vida, de Consciência sob esta ou aquela forma.
É esta a verdade libertadora.” Escritor ECKHART TOLLE
No princípio, a Vida pulsa em nós por uma Vontade acima da nossa vontade. Vida é sinônimo de Consciência (não importa o estágio desta).
Portanto, o raciocínio do pensador alemão Tolle (que tem base no pensamento budista) faz sentido também no pensar espírita. A Vida é, antes da corporificação, já quando o Ser se encontra na erraticidade – no intervalo entre uma encarnação e a próxima. A Vida continua sendo durante toda a existência física, a partir do nascimento e a Vida também está presente no momento da morte do “carro” físico e a mesma Vida conserva sua individualidade após a morte do corpo material, passando a se manifestar em corpos mais sutis.
Saindo do raciocínio filosófico, não podemos negar o impacto que representa para nós humanos a partida de um ente querido, através da morte, onde se dá o óbito do corpo e com ele uma gama de experiências não poderão mais ser usufruidas, como o tato, a visão, a audição daquele ser, agora desencarnado. A sensação de perda é real, quanto mais o homem for ligado afetivamente ao ente que fez a passagem. O fato de acreditarmos como espíritas na continuidade da Vida após a morte física, esta crença não impede de sentir a dor, de viver o luto, de chorar muito. O choro não é prejudicial prá ambas as partes, a não ser que o encarnado permaneça fixado, mesclando suas lágrimas a um sentimento de muita revolta e inaceitação ( do tipo: “Por que voce me deixou?”, “Leve-me também, oh! Deus“, “Por que Voce fez isto comigo?” etc.).
Negar entrar em contato com a dor da falta, com a perda (mesmo que momentânea) causa muitos estragos na alma de quem fica. É comum um retraimento, uma retirada do viver. Especialistas dizem que o luto de dois anos de duração é saudável. Após este período, é preciso avaliar. É neste momento, que a Doutrina Espírita vem nos esclarecer e consolar que o melhor da pessoa – pensante, inteligente, que sente, que conviveu conosco o mais belo dos afetos – continua vivo, com novas possibilidades no plano para onde voltou; que um dia haveremos de nos reencontrar – seja durantes os contatos em sonhos, após o momento de nossa passagem e/ou quando retornar ao nosso convívio pelas portas da reencarnação.
Para finalizar a reflexão, cito Carlos Drummond de Andrade que escreveu a crônica “Viver não dói” (e concordo com ele totalmente) que "A dor é inevitável. O sofrimento é opcional". Vale a pena ler na íntegra:
Viver não dói
Definitivo, como tudo o que é simples. Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram. Por que sofremos tanto por amor? O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz.Sofremos por quê?
Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade. Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias, se ela estivesse interessada em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada. Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso: Se iludindo menos e vivendo mais!!!A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade. A dor é inevitável. O sofrimento é opcional.
Carlos Drummond de Andrade
Dar gratuitamente
É praxe nas casas espíritas nada cobrar - e muito especialmente dinheiro - por qualquer serviço prestado. A prática espírita é puro voluntariado dos que dedicam a atender àqueles que chegam por motivos diversos.2. "Dai gratuitamente o que gratuitamente haveis recebido", diz Jesus a seus discípulos. Com essa recomendação, prescreve que ninguém se faça pagar daquilo por que nada pagou. Ora, o que eles haviam recebido gratuitamente era a faculdade de curar os doentes e de expulsar os demônios, isto é, os maus Espíritos. Esse dom Deus lhes dera gratuitamente, para alívio dos que sofrem e como meio de propagação da fé; Jesus, pois, recomendava-lhes que não fizessem dele objeto de comércio, nem de especulação, nem meio de vida. "
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Esperança diante da morte
A esclarecedora palestra de ontem - "Vivendo o luto" - ministrada pela Têca, foi baseada na experiência de vida de Christine Longaker, registrada no livro "ESPERANÇA DIANTE DA MORTE - Preparando Espiritualmente a Partida", 356 páginas.Esgotado na Editora Rocco, onde dificilmente será reeditado, porque é de 1998, sua 1ª e única edição, algumas pouquíssimas unidades esta preciosidade de livro ainda se encontra disponível em livrarias como a FNAC (R$35) e Submarino (R$29,90).
A outra opção é adquirir usados, através do site da Estante Virtual, que congrega sebos em todo o Brasil, onde há 30 exemplares, que variam de R$8,99 a R$22. Novos ou usados, nos preços acima não consta o valor do frete para Fortaleza.
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Dia de Finados???
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
A dor da separação no luto

segunda-feira, 25 de outubro de 2010
O que é MEDIUNIDADE?
Nas quartas Quintas-feiras de cada mês, o tema da palestra é um capítulo de O LIVRO DOS ESPÍRITOS, obra primeira, a partir da qual surgiu a Doutrina dos Espíritos, compilada pelo olho clínico de Allan Kardec, a partir de 1857.Já vimos "As Causas Primárias", dividida em 4 capítulos, e "O mundo espírita ou dos Espíritos", disposto em 11 capítulos. Esta última parte contém informações mui interessantes onde os Espíritos reveladores lançaram luz sobre a intervenção dos desencarnados no mundo corporal, em especial, a influência dos Espíritos sobre os encarnados e a natureza desta interação.
O que é MEDIUNIDADE? Todas as pessoas a possuem? Há alguma maneira de fazer despertar em mim a capacidade mediúnica? A mediunidade pode ser distorcida? A personalidade (não a moral) do indivíduo em seu estado comum pode influir na maneira como ele lida como a mediunidade?
Assim, o tema da Quinta-feira 28/Out será "A Importância da MEDIUNIDADE Como Instrumento da Revelação Divina", com nosso irmão HUGO MENDONÇA, cujo objetivo será sintetizar sobre esta capacidade que têm os seres humanos e os Espíritos de se comunicar.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Palestra com Música

sexta-feira, 8 de outubro de 2010
NÃO VOS AFADIGUEIS PELA POSSE DO OURO
"Não vos afadigueis por possuir ouro, ou prata, ou qualquer outra moeda em vossos bolsos. - Não prepareis saco para a viagem, nem dois fatos, nem calçados, nem cajados, porquanto aquele que trabalha merece sustentado. A passagem acima consta do Capítulo XXV, itens 9 e 10 de "O Evangelho Segundo o Espiritismo" e será comentada pelo nosso irmão TOM TRAJANO, na Quinta-feira 14/Outubro/2010.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Espontaneidade e alegria versus Birra e extremos
Está se aproximando o Dia das Crianças.
Lembrar das crianças é recordar quão podemos aprender com elas.
Todos possuímos uma criança dentro de si mesmo e que se reflete muito forte no adulto que somos hoje.
Quando saudável, a parte criança dentro de nós se torna a responsável pela alegria, espontaneidade, facilidade de reconciliar etc.
Quando manifestamos a imaturidade, a birra; quando queremos ser mimados sempre e atendidos em nossa vontade; quando tudo tem que ser do nosso jeito 100%...aqui, estamos apresentando nossa postura infantil, que precisamos modificar para sermos felizes internamente, bem como aperfeiçoarmo-nos nos relacionamentos com o outro.
É preciso conhecer e reconhecer a criança dentro de nós mesmos e quando ela está nos ajudando a evoluir ou nos paralisando na jornada ascencional.
Nesta próxima Quinta-feira 07/Out, o tema será “Eu-Criança: Parte essencial do Ser”, com a psicóloga Lucy Lopes.