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sexta-feira, 6 de maio de 2011

Lembrar e agradecer às Mães

Assim como as árvores possuem raízes de onde absorvem os nutrientes e recebem o aconchego da mãe-Terra, os seres humanos temos em nossos pais a origem de uma história que viemos criar e construir nesta existência.
Como numa lição de cooperativismo, nascemos da colaboração de dois seres que se fundem para geração de um terceiro. Dos dois, a parcela feminina é aquela que nos alimenta e nos protege desde o primeiro instante e se desdobrou, dentro de suas possibilidades, para que pudéssemos nos tornar independentes e depois nos descobrirmos interdependentes.
No exercício da maternidade, o ser humano aprende e ensina, chora e sorri, dá e recebe.
Sabemos que, se deixarmos, o Dia das Mães poderia ser apenas mais um dia puramente voltado para o “toma-lá-dá-cá” comercial.
Façamo-lo diferente. Parabenizemos e abracemos as mães consangüíneas, as adotivas, as avós que são mães duas vezes e com açúcar, aos pais que se fazem mães, enfim a todas as pessoas que de algum modo exercem(ram) o dom da maternidade e nos ajudaram a chegar aqui. 
Em forma de  prece-agradecimento, emitamos pensamentos amorosos endereçados àquelas que, tendo sido mães, encontram-se nas dimensões do Espírito.
Lembremos também com um abraço bem sentido, aqueloutras que ainda sentem a forte dor da saudade do(a) filho(a) amado(a), que deixou a dimensão física, mas continua vivo(a) em plano mais sutil da existência. 
Portanto, neste próximo domingo, desejamos a todos um afetuoso e especial Dia das Mães!!! 

domingo, 17 de abril de 2011

Emmanuel e a meditação, em 1956

Publicado pela FEB, há 55 anos

REFUGIA-TE EM PAZ

"Havia muitos que iam e vinham e não tinham tempo para comer." - (MARCOS, 6:31.)


O convite do Mestre, para que os discípulos procurem lugar à parte, a fim de repousarem a mente e o coração na prece, é cada vez mais oportuno.
Todas as estradas terrestres estão cheias dos que vão e vêm, atormentados pelos interesses imediatistas, sem encontrarem tempo para a recepção de alimento espiritual. Inúmeras pessoas atravessam a senda, famintas de ouro, e voltam carregadas de desilusões. Outras muitas correm às aventuras, sedentas de novidade emocional, e regressam com o tédio destruidor.
Nunca houve no mundo tantos templos de pedra, como agora, para as manifestações de religiosidade, e jamais apareceu tamanho volume de desencanto nas almas.
A legislação trabalhista vem reduzindo a atividade das mãos como nunca; no entanto, em tempo algum surgiram preocupações tão angustiosas como na atualidade.
As máquinas da civilização moderna limitaram espantosamente o esforço humano, todavia, as aflições culminam, presentemente, em guerras de arrasamento científico.
Avançou a técnica da produção econômica em todos os setores, selecionando o algodão e o trigo por intensificar-lhes as colheitas, mas, para os olhos que contemplam a paisagem mundial, jamais se verificou entre os encarnados tamanha escassez de pão e vestuário.
Aprimoraram-se as teorias sociais de solidariedade e nunca houve tamanha discórdia.
Como acontecia nos tempos da permanência de Jesus no apostolado, maioria dos homens permanece no vaivém dos caminhos, entre a procura desorientada e o achado falso, entre a mocidade leviana e a velhice desiludida, entre a saúde menosprezada e a moléstia sem proveito, entre a encarnação perdida e a desencarnação em desespero.
Ó meu amigo, se adotaste efetivamente o aprendizado com o Divino Mestre, retira-te a um lugar à parte, e cultiva os interesses de tua alma.
É possível que não encontres o jardim exterior que facilite a meditação, nem algum pedaço de natureza física onde repouses do cansaço material, todavia, penetra o santuário, dentro de ti mesmo.
Há muitos sentimentos que te animam há séculos, imitando, em teu íntimo, o fluxo e o refluxo da multidão.
Passam apressados de teu coração ao cérebro e voltam do cérebro ao coração, sempre os mesmos, incapacitados de acesso à luz espiritual.
São os princípios fantasistas de paz e justiça, de amor e felicidade que o plano da carne te impôs.
Em certas circunstâncias da experiência transitória, podem ser úteis, entretanto, não vivas exclusivamente ao lado deles. Exerceriam sobre ti o cativeiro infernal.
Refugia-te no templo à parte, dentro de tua alma, porque, somente aí encontrarás as verdadeiras noções da paz e da justiça, do amor e da felicidade reais, a que o Senhor te destinou.
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Com grifos meus, a mensagem acima é de Emmanuel, psicografada por Chico Xavier e publicada no livro "Fonte Viva" (1956).
No mais íntimo de nós, há um Campo onde podemos nos refugiar na paz interna, onde temos Tudo o de que precisamos para atingirmos estágios mais transcendentes de felicidade, amor, paz e bem. Nossa tarefa é acessá-Lo, todo dia, com disciplina.

sábado, 16 de abril de 2011

Mensagem para reflexão

"NUNCA NOS ARREPENDEREMOS"

De ceder em questões sem valor essencial;
De guardar paciência em quaisquer lances difíceis;
De usar indulgência para com as faltas do próximo, entendendo que todos temos erros a corrigir;
De ouvir atenciosamente, seja quem for;
De reconhecer que nosso pensamento ou cultura tem suas limitações;
De observar que o nosso tipo de felicidade nem sempre é o tipo de felicidade das pessoas que amamos, competindo-nos, por isso, acatá-las como são, assim como desejamos ser respeitados como somos;
De admitir que os outros não são obrigados a pensar com a nossa cabeça;
De não agir contra a própria consciência, seja antes, durante ou depois das experiências que consideramos menos felizes;
De entregar à bondade de DEUS as aflições e problemas que estejam fora da nossa capacidade de solução;
De servir sempre.

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Mensagem do Espírito Albino Teixeira, através da psicografia de Fco. Cândido Xavier e consta do livro "Encontro  de Paz" (1973) Editora CEC.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Caridade: remédio para pacificação social

Cinebiografia italiana de Pascal - em DVD
Nossa sociedade vem sendo abalada por diversos episódios de violência, a qual é super-explorada pela mídia de forma sensacionalista (em sua maioria), sem que soluções efetivas sejam pensadas e postas em ação.
Abaixo, compartilho a mensagem “O egoísmo“, psicografada na cidade de Sens/França, em 1862, pelo Espírito que animou a existência de BLAISE PASCAL e contida no Capítulo XI, item 12, do livro “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, organizado por Allan Kardec

“Se os homens se amassem com mútuo amor, mais bem praticada seria a caridade; mas, para isso, mister fora vos esforçásseis por largar essa couraça que vos cobre os corações, a fim de se tornarem eles mais sensíveis aos sofrimentos alheios. A rigidez mata os bons sentimentos; o Cristo jamais se escusava; não repelia aquele que o buscava, fosse quem fosse: socorria assim a mulher adúltera, como o criminoso; nunca temeu que a sua reputação sofresse por isso. Quando o tomareis por modelo de todas as vossas ações? Se na Terra a caridade reinasse, o mau não imperaria nela; fugiria envergonhado; ocultar–se-ia, visto que em toda parte se acharia deslocado. O mal então desapareceria, ficai bem certos.

Começai vós por dar o exemplo; sede caridosos para com todos indistintamente; esforçai-vos por não atentar nos que vos olham com desdém e deixai a Deus o encargo de fazer toda a justiça, a Deus que todos os dias separa, no seu reino, o joio do trigo.

O egoísmo é a negação da caridade. Ora, sem a caridade não haverá descanso para a sociedade humana. Digo mais: não haverá segurança. Com o egoísmo e o orgulho, que andam de mãos dadas, a vida será sempre uma carreira em que vencerá o mais esperto, uma luta de interesses, em que se calcarão aos pés as mais santas afeições, em que nem sequer os sagrados laços da família merecerão respeito. Pascal. (Sens, 1862.)”
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Cento e quarenta e nove anos depois de trazida à Terra, esta mensagem mediúnica continua atualíssima. É uma das que mais gosto em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”.

“Ora, sem a caridade não haverá descanso para a sociedade humana. Digo mais: não haverá segurança” – qualquer semelhança com a nossa sociedade atual não é mera coincidência. Sábio é aquele que aprende com as experiências.

O francês Blaise Pascal (Clermont-Ferrand, 19/Jun/1623 – Paris, 19/Ago/1662) foi filósofo religioso, físico e matemático e como filósofo criou uma frase das mais repetidas pela Humanidade até hoje: “O coração tem razões que a própria razão desconhece.”

A Humana Idade de Nonato

A bela letra e música que o palestrante Nonato Albuquerque nos brindou cantando ao final de sua palestra, ontem, chama-se "A HUMANA IDADE" e só agora soubemos que é de sua autoria. Ei-la, nos remetendo ao processo evolutivo que a Essência faz na re-ligação com a Fonte de Tudo O Que É:


Eu já fui pedra nesses caminhos do mundo 
fui verdes pastos, sombra e alimento a tantas bocas 
Tempos depois, eu fui um peixe 
nadando em muitas águas 
E quando o sol sumiu nos montes, 
amanheci um pássaro. 

E só então, depois de muitas eras 
Eu fui um índio, que conheceu a Natureza. 
Até que hoje, reencarnado, eu sou o bicho-homem. 

Agora eu sigo procurando 
a etapa do Universo 
em que essas vidas todas, tantas, 
vão se dar num anjo... 
Um anjo de luz. 

quinta-feira, 17 de março de 2011

Belíssima mensagem

Rubens, em 1949

QUANDO - de Rubens Romanelli

Filho meu !
QUANDO, nas horas de íntimo desgosto, o desalento te invadir a alma e as lágrimas te aflorarem aos olhos, busca-me: eu sou aquele que sabe sufocar-te o pranto e estancar-te as lágrimas;
QUANDO te julgares incompreendido dos que te circundam e vires que, em torno, a indiferença recrudesce, acerca-te de mim: eu sou a LUZ, sob cujos raios se aclaram a pureza de tuas intenções e a nobreza de teus sentimentos;
QUANDO se te extinguir o ânimo para arrostares as vicissitudes da vida e te achares na iminência de desfalecer, chama-me: eu sou a FORÇA capaz de remover-te as pedras dos caminhos e sobrepor-te às adversidades do mundo;
QUANDO, inclementes, te açoitarem os vendavais da sorte e já não souberes onde reclinar a cabeça, corre para junto de mim: eu sou o REFÚGIO, em cujo seio encontrarás guarida para o teu corpo e tranqüilidade para o teu espírito;
QUANDO te faltar a calma, nos momentos de maior aflição, e te considerares incapaz de conservar a serenidade de espírito, invoca-me: eu sou a PACIÊNCIA, que te faz vencer os transes mais dolorosos e triunfar das situações mais difíceis;
QUANDO te debateres nos paroxismos da dor e tiveres a alma ulcerada pelos abrolhos dos caminhos, grita por mim: eu sou o BÁLSAMO que te cicatriza as chagas e te minora os padecimentos;
QUANDO o mundo te iludir com suas promessas falazes e perceberes que já ninguém pode inspirar-te confiança, vem a mim: eu sou a SINCERIDADE, que sabe corresponder à franqueza de tuas atitudes e à nobreza de teus ideais;
QUANDO a tristeza e a melancolia te povoarem o coração e tudo te causar aborrecimento, clama por mim: eu sou a ALEGRIA, que te insufla um alento novo e te faz conhecer os encantos de teu mundo interior;
QUANDO, um a um, te fenecerem os ideais mais belos e te sentires no auge do desespero, apela para mim: eu sou a ESPERANÇA, que te robustece a fé e te acalenta os sonhos;
QUANDO a impiedade recusar-se a relevar-te as faltas e experimentares a dureza do coração humano, procura-me: eu sou o PERDÃO, que te levanta o ânimo e promove a reabilitação de teu espírito;
QUANDO duvidares de tudo, até de tuas próprias convicções, e o cepticismo te avassalar a alma, recorre a mim: eu sou a CRENÇA, que te inunda de luz o entendimento e te habilita para a conquista da Felicidade;
QUANDO já não provares a sublimidade de uma afeição terna e sincera e te desiludires do sentimento de teu semelhante, aproxima-te de mim: eu sou a RENÚNCIA, que te ensina a olvidar a ingratidão dos homens e a esquecer a incompreensão do mundo;
E QUANDO, enfim, quiseres saber quem sou, pergunta ao riacho que murmura e ao pássaro que canta, à flor que desabrocha e à estrêla que cintila, ao moço que espera e ao velho que recorda. Eu sou a dinâmica da vida, e a harmonia da Natureza: chamo-me AMOR, o remédio para todos os males que te atormentam o espírito.
Estende-me, pois, a tua mão, ó alma filha de minhalma, que eu te conduzirei, numa seqüência de êxtases e deslumbramentos, às serenas mansões do Infinito, sob a luz brilhante da Eternidade.
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Rubens Costa Romanelli (1913-1978) é mineiro de Divinópolis. A mensagem acima consta de seu livro "O Primado do Espírito" - Publicações Lachatre.